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No ano de 1874, o padre Ernesto João Schmitz, ornitólogo alemão, estabeleceu-se na Ilha da Madeira, e assumiu a 27 de Setembro de 1881 a vice-reitoria do Seminário Diocesano do Funchal. Desde 1882 até 1908, o padre Ernesto Schmitz, organizou um Museu de História Natural no Seminário do Funchal. Reuniu colecções de vários ramos das ciências da natureza, com inúmeros exemplares endémicos, novos e raros, recolhidos, organizados e classificados pelo mesmo. A sua especialidade era sobretudo a Ornitologia (parte da Zoologia que se ocupa das aves), mas também se interessou por insectos, moluscos terrestres e marinhos, peixes, corais, toda a flora de superfície oceânica especialmente no campo das algas. Ao Museu de História Natural do Seminário foram adicionadas as importantes colecções de Muscíneas e Fanerogâmicas, organizadas pelo naturalista inglês James Yate Johnson. Do espólio do Museu, ainda fazem parte as colecções de líquenes e fungos, organizadas pelo padre Jaime de Gouveia Barreto, que substituiu o padre Ernesto Schmitz nas funções de conservador do Museu do Seminário. É de assinalar os contributos do biólogo madeirense, padre Armando Sardinha, na conservação e indexação das colecções existentes no Museu. O padre Manuel de Nóbrega que em 1981 entrou para os serviços do Jardim Botânico da Madeira, iniciou a instalação do espólio do antigo Museu Diocesano do Funchal, em 3 salas do edifício principal do Jardim Botânico, nomeadamente as colecções de aves, fósseis, rochas, minerais, animais invertebrados e outros vertebrados, de modo a constituir o núcleo do Museu. Este espólio propriedade da Diocese, foi entregue à guarda do Jardim Botânico em 1982. A partir de 1 de Outubro de 1982, foi aberto ao público. Desde então, tem sido visitado por inúmeras pessoas, quer nacionais, quer estrangeiros.
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Museu
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