Os Jardins Botânicos existem desde o séc. XVI. Muitos destes Jardins pioneiros cultivavam plantas medicinais e aromáticas para estudo. Com as descobertas de novas terras passaram a manter colecções de plantas exóticas, tornando-se centros de introdução e distribuição de plantas exóticas. Mais recentemente estas instituições têm responsabilidade directa na preservação de espécies indígenas, bem como no processo educacional com vista à divulgação e protecção da biodiversidade.

Actualmente existem mais de 1700 Jardins Botânicos em todo o Mundo, albergando mais de 100 000 espécies consideradas em risco de extinção nos seus habitats naturais.

Tradicionalmente os Jardins Botânicos mantêm colecções de plantas vivas. Mais recentemente complementaram estas colecções com sementes conservadas a baixas temperaturas, bancos de pólen e material criopreservado produzido in vitro, com vista não só à preservação da biodiversidade, como fonte de material genético com fins comerciais para cruzamentos. 

O Jardim Botânico da Madeira, apesar de ser relativamente recente, é repositório de importante informação acerca da flora do Arquipélago da Madeira.

Idealmente a conservação das espécies devia ser consequência da preservação dos seus ecossistemas naturais (in situ). No entanto, e para determinadas espécies, corremos o risco de extinção das mesmas se não aliarmos acções de conservação ex situ. Sempre que possível aliamos os dois tipos de conservação juntamente com educação ambiental.

Considerando a conservação das espécies uma responsabilidade de toda a  comunidade, desenvolvemos parcerias com outras instituições, nomeadamente autarquias locais.

Várias actividades tornam possível a abordagem integrada da conservação, nomeadamente:

Conservação in situ  

Conservação ex situ
    Colecção de plantas vivas
    Banco de sementes

Técnicas utilizadas na obtenção de plantas

Propagação vegetativa
    Estacaria e alporquia
    In vitro

Propagação seminal
    Sementeira
    In vitro

Acções de conservação

Estando integrado na Direcção Regional de Florestas e no cumprimento das suas competências, o Jardim Botânico da Madeira participa na propagação/introdução de espécies indígenas, acções relevantes para a conservação e recuperação de habitats naturais.

O Jardim Botânico da Madeira colabora com o Parque Natural da Madeira na monitorização de espécies e habitats que necessitam de acções de conservação.

O Jardim Botânico lidera um projecto (LIFE 99) cujo objectivo é a preservação de oito espécies endémicas ameaçadas de extinção, bem como a recuperação da vegetação natural do Pico Branco - Porto Santo, um dos últimos refúgios da flora indígena daquela ilha.

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O Jardim Botânico da Madeira mantém uma colecção de plantas vivas, representando os vários níveis de vegetação encontrados na Ilha da Madeira, bem como representantes da flora das Desertas, Porto Santo e Selvagens. Esta colecção é também usada em educação ambiental.

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O Banco de Sementes do Jardim Botânico da Madeira, iniciado em Agosto de 1994, possui duas colecções:  
-
as sementes preservadas a longo prazo (-20 °C), são colocadas em frascos de vidro com silicagel. A manutenção das sementes a baixas temperaturas permite-nos dispôr a médio e longo prazo de material genético, quer seja para investigação, quer para recuperação de espécies no seu habitat natural; 
- a colecção mantida a 25 °C é usada na troca ou cedência a escolas para actividades relacionadas com educação ambiental.

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Certas espécies mostram-se reticentes à propagação via seminal, sendo necessário recorrer a técnicas alternativas. 

No âmbito do projecto LIFE 99 irá ser construída uma estufa para ensaios de propagação vegetativa.

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A propagação via seminal é preferível em termos de conservação da diversidade genética. Técnicas in vitro estão sendo aplicadas com sucesso às várias orquídeas indígenas, bem como ao cultivo de embriões zigóticos de Pittosporum coriaceum, espécie cuja germinação de sementes na natureza nunca foi observada. As plantas obtidas são usadas em programas de reintrodução na natureza.

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As acções de conservação da flora resultam da reunião e avaliação de estudos em várias áreas da botânica, nomeadamente biologia molecular e reprodutiva, estudos evolutivos, taxonomicos, biogeográficos, em conjugação com educação ambiental.

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Última actualização em: 2000-06-27